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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Análise do 1º Turno: os erros e acertos dos prefeitáveis



Passadas as horas de votação, apuração e resultado; agora é o momento de fazer uma análise política do pleito do 1º turno.

A confirmação do segundo turno entre os candidatos Adolfo Konder e Neilton Mulim surpreendeu muita gente.

Mas, na verdade, a ida do prefeitável Neilton Mulim para o segundo turno não chegou a ser uma surpresa. Um grande número de pessoas já cogitava o nome dele para o segundo pleito, inclusive o Território Gonçalense já tinha observado, nas últimas semanas, um crescimento consistente e ascendente do candidato nas ruas.

A surpresa mesmo ficou por conta da saída da candidata Graça Matos da disputa. Para a maioria dos eleitores, o nome dela era dado como certo.

A dúvida pairava sobre quem poderia disputar com ela: Adolfo Konder ou Neilton Mulim.

E acabou justamente os dois candidatos especulados indo para o segundo turno e a candidata ficando de fora.

A falta de divulgação de pesquisas durante a campanha impediu que o TG fizesse uma análise do desenvolvimento dos candidatos. Não tivemos dados oficiais para mensurar a disputa eleitoral.

Porém, baseando-se agora pelo que observarmos nas ruas, nos programas eleitorais na TV e com o resultado do 1º turno, apontamos, abaixo, alguns erros e acertos dos candidatos.

Adolfo Konder (PDT) – 1º lugar: 192.727 votos

O Território Gonçalense jamais subestimou o potencial eleitoral do candidato, afinal, ele tem a máquina administrativa a seu favor.

Desde o início da campanha, o blog sempre trabalhou com a ótica do equilíbrio entre os três prefeitáveis: Graça, Konder e Mulim.

Devido ao pouco conhecimento do seu nome em meio ao eleitorado gonçalense e a alta rejeição do Governo Panisset, na cidade, não conseguíamos vê-lo numa efetiva liderança na disputa eleitoral, o que acabou se confirmando, senão ele teria liquidado a eleição ontem mesmo.

O blog também jamais questionou a competência do candidato, mas pesam contra ele a falta de uma biografia política expressiva e o fato de não morar em São Gonçalo.

Já sobre o seu programa eleitoral na TV, o fato negativo foi a quantidade de informações equivocadas veiculadas: ora informações ufanistas que contrastavam com a triste realidade gonçalense; ora informações questionáveis sobre a sua biografia.

Mas o candidato teve um acerto: o seu desenvolvimento diante das câmeras. O tímido Konder, do início do programa, no final, deu lugar a um Konder mais ousado. Ele absorveu bem algumas lições do marketing político.

Agora, vamos ver como ele irá se comportar no segundo turno e se o seu programa na TV vai ou não adotar a estratégia da sinceridade.

Neilton Mulim (PR) – 2º lugar: 116.721 votos

O candidato Neilton Mulim também se desenvolveu bem diante das câmeras. Começou meio tímido e terminou com uma postura altiva.

Porém, em nenhum momento o candidato foi agressivo, mas, sim, assertivo, ou seja, conseguiu falar o que queria sem arrogância, sem ser pretensioso.

Ele conseguiu mostrar a verdade dos fatos (a triste realidade gonçalense) de uma forma muito própria, convincente e educada.

O fato de ser um nome conhecido na cidade, de ter boas propostas, ter se posicionado diante dos eleitores enfatizando sua biografia política e de ser um candidato 100% gonçalense chamaram a atenção dos eleitores. Foram as observações desses pontos positivos que alavancaram a sua campanha nas últimas semanas.

Vamos ver como será agora. Até aqui, o candidato só acertou, tanto é que foi para o segundo turno.

Graça Matos (PMDB) – 3º lugar: 113.235 votos

A candidata Graça Matos tem uma biografia política plausível. Está em seu sexto mandato como deputada estadual e o seu nome jamais esteve envolvido em qualquer escândalo político. A votação expressiva em seu nome confirma a credibilidade que tem junto a milhares de gonçalenses.

Sem dúvida, era uma candidata muito forte, mas a falta de comunicação e a falta de uma ação imediata na troca do vice, na opinião do TG, foram as causas responsáveis de sua terceira derrota nas urnas.

Não que ela seja ruim de comunicação, ao contrário, a deputada sabe se comunicar muito bem com os eleitores. A questão é que faltou se posicionar diante de certos assuntos emblemáticos relacionados ao governo de seu marido – mesmo sabendo que quem concorria a Prefeitura era ela e não o seu esposo Edson Ezequiel teria sido importante se a prefeitável tivesse colocado certas questões em pratos limpos.

Se ela tivesse trocado também o seu vice assim que o TRE indeferiu a candidatura do deputado Rafael do Gordo, a candidata teria evitado o desgaste de sua imagem.

É importante ressaltar que um candidato jamais pode deixar dúvidas na mente dos eleitores. Numa campanha é necessário dissipá-las imediatamente para evitar prejuízos eleitorais.

Faltou também a candidata se posicionar mais claramente diante dos eleitores, acentuar sua diferença em relação ao candidato da situação, ou seja, enfatizar a sua biografia política, como fez Neilton Mulim.

Com o tempo que tinha na TV e uma rica infraestrutura, recursos não faltaram para que a candidata fizesse os ventos soprarem a seu favor. O que faltou foi intuição para perceber e fazer o que tinha que ser feito.

Josemar Carvalho (PSOL) – 4º lugar: 19.510 votos

Apesar de ter ficado a frente da candidata Alice Tamborindeguy, o candidato do PSOL poderia ter se destacado muito mais. Os psolistas gonçalenses não conseguiram capitalizar o bom momento do partido no Rio de Janeiro para conquistar mais espaço e se fortalecer, em São Gonçalo

Espaço para crescer teve, o alto número de votos brancos e nulos mostra o potencial eleitoral que o PSOL gonçalense deixou de conquistar.

Faltou ao candidato Josemar Carvalho um discurso mais oposicionista, emocional e convincente.

Nas redes sociais, o partido mandou bem. Mas, nas ruas poderia ter avançado muito mais.

Alice Tamborindeguy (PP) – 5º lugar: 15.494 votos

A candidata Alice Tamborindeguy conseguiu chamar a atenção com suas ações de marketing (os termos de compromisso em cartório), com algumas caminhadas ao lado da irmã-celebridade e com um programa de TV bem dinâmico, porém o número de votos foi decepcionante.

Ela não conseguiu convencer os eleitores que era uma candidata pra valer à Prefeitura de São Gonçalo.

Na verdade, Alice veio como candidata para revitalizar a sua imagem para uma possível candidatura como deputada estadual, em 2014.
 
Dayse Oliveira (PSTU) – 6º lugar: 2.576 votos

Uma candidata muito simpática, inteligente e envolvida na defesa das minorias, mas o discurso de extrema-esquerda do seu partido não tem influência numa sociedade altamente capitalista.

Mauro Sérgio (PHS) – 7º lugar: 2.494 votos

Um nome desconhecido em São Gonçalo, mas que teve seus 15 minutos de fama com uma atuação dinâmica no Debate da OAB.



A nova cara da Câmara dos Vereadores de São Gonçalo



A partir do ano que vem a Câmara Municipal de São Gonçalo terá uma nova cara.

Veja, abaixo, quem serão os novos vereadores e os que foram reeleitos.
 
Lembrando que esses nomes poderão mudar, pois há candidatos com números expressivos de votos aguardando o julgamento do TSE de suas candidaturas que foram indeferidas pelo TRE.

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