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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As diferenças entre os candidatos forasteiros Adolfo Konder e Marcelo Freixo


Marcelo Freixo (PSOL), candidato no Rio e Adolfo Konder (PDT, candidato em São Gonçalo

Além dos destaques dos problemas da cidade, um outro fato chamou a atenção no debate realizado ontem (2/08), na Band: o Rio também tem um candidato forasteiro.

Assim como São Gonçalo tem o carioca Adolfo Konder disputando o cargo para prefeito; o Rio de Janeiro tem o niteroiense Marcelo Freixo.

Pois bem. O que os dois têm em comum é apenas o fato de serem candidatos forasteiros, pois suas trajetórias são bem diferentes.

Vejamos, abaixo, algumas diferenças:

Residência nas cidades onde são candidatos

O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, nasceu e foi criado em Niterói. Mudou-se para a cidade maravilhosa apenas no ano passado para candidatar-se à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Já o candidato Adolfo Konder, do PDT, segundo o jornal O Dia, continua morando no Rio, mas sua assessoria nega: informa que o prefeitável reside há cinco anos em terras gonçalenses, mais precisamente no bairro Mutondo.



Posição política na campanha

Quanto à posição política na campanha, os dois estão em lados opostos.

No Rio, Freixo é candidato da oposição: é adversário do prefeito Eduardo Paes.

Em São Gonçalo, Konder é candidato da situação: é o escolhido da prefeita Aparecida Panisset.

Atuações diferentes no campo político

Na atividade política, os dois também têm atuações diferentes.

Konder jamais foi eleito nas urnas para qualquer cargo político. Sua atuação política se restringiu apenas a Prefeitura de São Gonçalo. Ele foi secretário das pastas de Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

Já Marcelo Freixo, é deputado estadual desde 2006. Foi reeleito em 2010 como o segundo deputado mais votado no estado e na capital fluminense, com 177.253 votos.

A intenção de votos dos candidatos hoje

Na última pesquisa do Datafolha, Freixo aparece em segundo lugar com 10%. Em primeiro lugar, está Eduardo Paes com 54%. Se as eleições fossem hoje, Paes seria eleito em primeiro turno.

Em relação ao Konder, até o momento nenhuma pesquisa foi publicada para sabermos a sua real posição. Nos bastidores comenta-se que ele está em terceiro lugar. E se as eleições fossem hoje, Graça Matos seria eleita em primeiro turno.

As indiretas dos candidatos nativos para os forasteiros

Incomodado com certas questões levantadas ontem no debate, principalmente com relação à educação; o prefeito Eduardo Paes mandou uma indireta para o niteroiense Marcelo Freixo: “Moro há muito tempo na cidade do Rio”.

"Eu escolhi o Rio. Não adianta nada nascer na cidade e vender o Rio”, disparou Freixo.

Aqui, em São Gonçalo, alguns candidatos também já mandaram indiretas para o carioca Adolfo Konder

Veja, abaixo, as indiretas de alguns candidatos mandadas na série de entrevistas, realizada pelo jornal O São Gonçalo com os prefeitáveis:

“Primeiro, por que moro em São Gonçalo de verdade, meus amigos e parentes também moram aqui, amo esta cidade e tenho projetos para melhorar a qualidade de vida da nossa população.” Graça Matos (PMDB)

“Primeiro, e o mais importante, foi o amor que eu tenho pela cidade. Acho muito importante que todo político que deseje ser prefeito, antes passe pelo cargo de vereador. É fundamental, tanto como formação política, como de pessoa pública. Cada mandato meu foi um amadurecimento político, mas o de deputado é diferente. O pensamento é para todo o Estado do Rio.” Neilton Mulim (PR)

“O nosso programa é focado nos problemas da população, pois moramos em São Gonçalo e não em Ipanema.” Josemar Carvalho (PSOL)

Konder também mandou uma indireta para os adversários:

“Tivemos dois grandes prefeitos na cidade: Joaquim Lavoura e Aparecida Panisset. E nenhum dos dois nasceu em São Gonçalo, então eu vou lutar muito para mostrar ao cidadão daqui como eu quero ser prefeito”, declarou o candidato.

Como podemos observar, tanto no Rio como em São Gonçalo, o discurso forasteiros X nativos já está presente nas campanhas.

Penso que independente de o candidato ser ou não forasteiro, o importante é avaliar, acima de tudo, a sua biografia e atuação política. É extremamente importante estudar o histórico político do candidato.

E que vença o melhor!